Férias em família na África do Sul: safári no Sabi Sand

Por Jaqueline Furrier – Edição Mel Reis
Fotos João Carlos de Gênova

Este é o último post sobre minha viagem, em família, ao continente africano no Natal e Réveillon de 2014/2015, em continuação aos que já publicamos sobre Cidade do Cabo, Rota do vinho na África do SulZimbábue e Botsuana.

A última parte da viagem também foi de experiência em safáris, ponto alto de qualquer viagem ao continente, principalmente se estiver, como no nosso caso, com crianças (18, 15, 10 e 6 anos).

Partimos da pista de Pom Pom em Botsuana, num voo charter da MackAir (ver detalhes sobre voos no post sobre o Zimbábue) rumo ao aeroporto de Maun, também em Botsuana.

De lá seguimos num voo da South África para Mpumalanga, principal aeroporto do Kruger Park, com conexão em Johanesburgo. Do aeroporto foram mais duas horas de van até o lodge na reserva do Sabi Sand.

Este foi o dia mais cansativo de toda viagem, pois fora o safári da manhã, em Botsuana, todo o resto do dia foi gasto em locomoção. Acho que teria sido mais prudente ter dormido em Johanesburgo e na manhã do dia seguinte ter pegado um charter até a pista de pouso próxima ao nosso lodge.

Sugiro que indague muito ao agente de viagem que lhe propuser o roteiro entre os países africanos e os lodges, pois pude perceber que haviam outras opções além das que nos passaram.

Para essa região há muitos voos a partir de Johannesburgo e da Cidade do Cabo, tanto com cias aéreas regulares como com os cias de charters, pois há muitas pistas na reserva.

Sabi Sand

O Sabi Sand é uma reserva particular que faz fronteira com o Kruger Park, que é o maior Parque Nacional da África do Sul e um dos maiores santuários ecológicos do mundo.

As reservas particulares vizinhas ao Kruger acabam por oferecer lodges mais luxuosos do que os do parque, mas com mesma diversidade animal do parque, uma vez que não há cerca nas suas fronteiras.

Mesmo sem cerca, há três portões de acesso e só pode entrar na reserva quem está hospedado em um de seus lodges. Isto garante exclusividade e, embora sempre se encontre carros dos outros lodges, não fica lotado como no Kruger.

A melhor forma de ir é voando diretamente para reserva, pousando numa de suas pistas. Os voos podem ser reservados diretamente com a Federal Air, que tem voos a partir de Johannesburgo e de Mpumalanga.

Ao todo são mais de 20 lodges, incluindo dois do famoso Singita. Outros de categoria super luxo são o Ulusaba, Sabi Sabi e Mala Mala.

A andBeyond possui três lodges nessa reserve, todos de categoria luxo, sendo que um deles, Leadwood, hospeda somente 8 pessoas, sendo uma ótima opção para um grupo fechado.

Sabi e Sand são os dois rios que cortam a reserva aumentando sua biodiversidade. A paisagem também varia pela reserva, mas em três dias apenas um pequeno pedaço foi percorrido.

Toda região em torno do Parque Kruger é excelente para se ver de perto os “Big Five”, que é um termo dado aos cinco animais que eram mais difíceis de ser caçado. São eles: leopardo, leão, elefante africano, búfalo e rinoceronte (fotos acima), e vimos todos eles de bem perto, inclusive um leopardo comendo e revezando com seus filhotes uma gazela (fotos abaixo).

Exeter River Lodge

Como já falamos no post de Botsuana, a andBeyond possui 35 lodges na África e 4 na Índia, voltados para a atividade de safári. Eles têm como proposta a sustentabilidade e proteção não só dos animais como também das comunidades que vivem nas áreas próximas de onde estão localizados.

Embora a proposta seja de turismo de luxo e de fato os dois lodges (em Botsuana e na África do Sul), nos quais estivemos, sejam muito bacanas e ofereçam boa comida e serviço, há propostas muito mais luxuosas no continente e muitas delas no Sabi Sand.

Para o meu estilo de viajar, achei a proposta na medida e recomendo.

O lodge Exeter fica numa dentro da reserva do Sabi Sand e não é cercado. Ou seja, os animais têm livre acesso e, por essa razão, só se pode caminhar a noite acompanhado de um segurança.

São apenas oito enormes e confortáveis chalés, decorados etnicamente e com piscina privativa. A mesma proposta de decoração se estende pela área comum também, onde há, ainda, uma piscina maior do que a dos quartos. O lodge por ficar à beira do rio Sand, oferece ótima vista deste.

Nós ocupamos dois chalés, pois um dos jovens voltou antes para fazer prova de vestibular, mas tivemos que pegar três. Embora os chalés sejam amplos e possam acomodar três pessoas, não permitem reserva de triplos por conta do número de carros disponíveis.

Como chegamos já passado das 20:00, fomos diretamente para o restaurante, onde o jantar (menu de 3 passos) nos aguardava.

Nas outras duas noites, o jantar foi servido, uma vez no jardim (menu) e outro na Boma, quando preparam um delicioso churrasco depois de um coquetel. Nesse dia, houve, ainda, apresentação de dança pelos empregados do lodge.

O jantar é servido a partir da 19h30min e há sempre três sugestões de entrada, três de prato principal (quase sempre uma das opções é uma carne de caça) e duas de sobremesa.  O ambiente dos restaurantes é preparado com luz de velas ou as vezes é são ambientados nos jardins.

No dia seguinte pela manhã demos início ao novo ciclo de safaris. Foram ao todo 5 saídas em três dias, sendo a última na manhã do dia que partimos.

No último dia, foi possível fazer regularmente a saída da manhã e, ainda, tivemos tempo de almoçar no jardim, antes de seguirmos até a pista Ulusaba, onde pegamos um voo diretamente para Johannesburgo.

Programação

Tanto no Exeter River Lodge como no Xarana, em Botsuana, tema do último post, a programação diária é a mesma (imagino que seja em todos os demais lodges também), mas nada é obrigatório.

Os hóspedes são acordados às 5h00, é oferecido chá, café e algum tipo de snack (cookies, cupcakes etc…) e antes das 5:30 já se está na Land Rover para a saída da manhã.

Embora o carro possa acomodar 9 pessoas, mais dois guias (motorista e ranger), só levam 6 hóspedes por carro e o assento do meio fica vazio, para que todos tenham uma boa vista. Como éramos seis, tínhamos um carro.

Os safáris demoram, aproximadamente, quatro horas, período que pode ser despendido percorrendo grandes distâncias a procura de animais ou com longas paradas para observá-los, principalmente se estiverem interagindo entre si ou caçando.

Durante esse tempo há uma parada para um pequeno lanche, mas é no retorno ao lodge, por volta das 9h30min, que o café da manhã é de fato servido. Num dos três dias, o café completo foi servido numa dessas paradas, como se fosse um piquenique. 

O almoço é servido a partir do meio dia e é sempre uma refeição leve, composta de saladas uma carne fria ou torta e alguns acompanhamentos, com um pouco de sofisticação. Em ambos os lodges andBeyond achei a qualidade e originalidade da comida muito boa, sendo a do Exeter um pouco melhor e mais sofisticada do que a do Xarana.

Entre o café da manhã e o almoço e depois desse pode-se marcar uma massagem, relaxar na área comum ou na sua tenda/quarto ou, ainda, pedir a um guia que acompanhe ao entorno para ver pequenos animais e plantas. É uma viagem bastante contemplativa e confesso que senti falta de alguma atividade física.

Entre 16:00 e 16:30 um chá da tarde é servido e os guias já estão à espera dos hóspedes para a saída da tarde, que dura aproximadamente 3h00.

Depois de três dias de muita emoção, terminamos assim a nossa estadia no Exeter Lodge na reserva do Sabi Sand, na África do Sul. Mas, a viagem terminou de fato no dia seguinte depois de pernoitarmos em Johannesburgo.

By | 2016-09-25T09:01:31+00:00 junho 19th, 2015|África|Comentários desativados em Férias em família na África do Sul: safári no Sabi Sand

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